quinta-feira, 30 de outubro de 2014


 EU sou aquele homem que viu a aflição pela vara do seu furor.
Ele me guiou e me fez andar em trevas e não na luz.
 Deveras fez virar e revirar a sua mão contra mim o dia todo.
 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, quebrou os meus ossos.
 Edificou contra mim, e me cercou de fel e trabalho.
 Assentou-me em lugares tenebrosos, como os que estavam mortos há muito.
 Cercou-me de uma sebe, e não posso sair; agravou os meus grilhões.
 Ainda quando clamo e grito, ele exclui a minha oração.
 Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.
 Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos.
 Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me assolado.
 Armou o seu arco, e me pôs como alvo à flecha.
 Fez entrar nos meus rins as flechas da sua aljava.
 Fui feito um objeto de escárnio para todo o meu povo, e a sua canção todo o dia.
 Fartou-me de amarguras, embriagou-me de absinto.
 Quebrou com cascalho os meus dentes, abaixou-me na cinza.
 E afastaste da paz a minha alma; esqueci-me do bem.
 Então disse eu: Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no SENHOR.
 Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel.
 Minha alma certamente disto se lembra, e se abate dentro de mim. 

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